Wednesday, September 13, 2006

O problema está nos olhos de quem quer ver.

O Pássaro Cativo


"Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores
Sem precisar de ti!
Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola,
De haver perdido aquilo que perdi...
Prefiro o ninho humilde construído
De folhas secas, plácido, escondido.
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pombas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Por que me prendes? Solta-me, covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade!
Não me roubes a minha liberdade...
Quero voar! Voar!
Estas cousas o pássaro diria
Se pudesse falar,
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição,
E a tua mão tremendo lhe abriria
A porta da prisão..."

Eu estava enganado, nem todo parnasiano é quadrado, nem todo pneu é um pneu.
Nem toda freira é puta, nem toda freira é freira.

Eu vejo como eu quero, mas isso eu não quero.
Quero ver como já existe.

E eu sou um puto.

Olavo Bilac parece ser interessante.

5 Comments:

Blogger Suyá Lóssio said...

isso é um hino. se não for uma ordem.

=)

e nem toda brasileira é bunda (algumas são peito) hauiahuiahauihua!!

(é cruel, mas eu não podia perder a piada!!hhauiahuaui)

8:54 PM  
Anonymous Anonymous said...

assim como o peixinho pelo o outro, assim como a dona chica disfarçada numa cançao infantil e soando inocente, assim como a briba sendo brinquedo, assim como a formiga esmagada pelos gigantes, assim como a borboleta vítima de desodorante fruto do gozo e provocação dos outros... e fazem face a ínfima viciosa luta entre gigantes e pequeninos. tão desmerecido e distintivo do tamanho e do apoderamento de tal conceito e nela a ação.
os inúmeros transportados e enjaulados cessam a beleza do cantar, provenientes do viver e do ser dignamente livre.
asas extraídas na privação do membro mais encantador, a eterna prisão e a beleza de uma natureza livre limitada apenas a um quadro, a um ideal ou imagem arquivada.

e...
nem todas asas são asas. asas assim são quando lançam vôo e não-asas quando tapam caminho de voar.

voar...
...voar

"Por que é que, tendo tudo, há de ficar o passarinho mudo, arrepiado e triste, sem cantar?
É que, criança, os pássaros não falam.
Só gorgeando a sua dor exalam, sem que os homens os possam entender.
Se os pássaros falassem,
talvez os teus ouvidos escutassem este cativo pássaro dizer:"


gostei muito de tu ter colocado aqui, coelhinho.

beijo.

8:54 PM  
Anonymous Anonymous said...

o til de canção.
e...

=D

:P

9:00 PM  
Blogger Clara Dourado said...

alguém já disse "nem tudo é o que parece".

:)

7:33 AM  
Blogger Clarisse said...

vi voce nos comentários da Lia.

nossa,
mas que pensamentos embaralhados!
:P
e eu que pensei que Édipo tivesse problemas..

Gosto disso.
:)

2:42 PM  

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